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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Encontros e desencontros espirituais

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Em um período tão movimentado e cheio de posicionamentos controversos, o tema nos remete à necessidade de entender os reais motivos que nos aproximam ou nos afastam daqueles que dividem a experiência reencarnatória conosco.
Estudando a lei de reencarnação, deparamos com encontros e desencontros promovidos por nossas diversas viagens aos dois lados da vida. Ora encarnados e ora desencarnados, nem sempre é possível conviver com aqueles a quem mais nos afeiçoamos, muitas vezes convivemos com irmãos semelhantes a nós, com todas as dificuldades possíveis e imagináveis.
Como entender nossa dificuldade com quem divide a responsabilidade do lar conosco, com o filho de difícil trato, com o parente que está sempre de péssimo humor e com quem aparece em nosso convívio sem muita explicação? Afinal, para que o processo reencarnatório? Por que temos que passar por experiências cujo resultado não nos parece o melhor?

domingo, 27 de janeiro de 2019

A verdadeira propriedade

 
O que vem a sua mente quando pensa na palavra propriedade? Seria dinheiro, casa, carro, carreira profissional? Tais propriedades conquistadas nos servem de apoio quando encarnados, mas e depois que partimos para o plano espiritual? O que deixar e o que levar?
Sabemos que em um planeta de provas e expiações, como a Terra, existem provas que devemos enfrentar e estas envolvem os bens materiais. Atualmente existe uma desigualdade social considerável, o que nos faz perguntar: por que uns com tanto e outros com tão pouco?
Allan Kardec faz essa pergunta em “O Livro dos Espíritos”, na questão 814: Por que Deus deu a uns riquezas e poder e a outros a miséria?
Em resposta: Para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com frequência.
A Doutrina Espírita tendo como uma de suas bases à reencarnação, entendemos que provocamos tais reações com nossos sentimentos e atitudes, visto que não há uma prova mais difícil que a outra, conforme a questão 815 de “O Livro dos Espíritos”: A miséria provoca as queixas contra a Providência, a riqueza incita a todos os excessos.

Fé e Humildade

“Senhor, eu não sou digno que entres em minha casa; diz, porém, uma só palavra e o meu servo será curado.” (Mateus 8-8)
O centurião romano chega a Jesus e diz a Ele que seu servo se encontrava em casa paralítico e que sofria muito. Quem era um centurião? O centurião era o comandante de um quantitativo de homens, denominado centúria, que era uma fração da famosa legião romana. Seria nos dias de hoje, equivalente ao posto de capitão. Quem era um servo? O servo era um serviçal, na maioria das vezes escravo. Observe-se, ainda, que na época de Jesus, os judeus eram um povo dominado pelos romanos, portanto, os militares romanos eram “autoridades”, tinham poder, eram “superiores” ou, pelo menos, assim devia se sentir a maioria.
Jesus ouve o centurião, se compadece com o pedido e lhe diz que vai até sua casa para curar o seu servo. O centurião, porém, lhe diz que não há necessidade de Jesus ir até sua casa, que ele se sentia indigno da presença de Jesus em seu lar, que bastava que Jesus dissesse uma palavra que ele tinha certeza de que seu servo seria curado Jesus se admira e diz aos que o acompanhavam: “Em verdade vos digo: não achei fé tão grande em Israel.” (Mateus 8-10).

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A razão de ser do Espiritismo

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Quando o obscurantismo da fé dominava as mentes, levando-as ao fanatismo desestruturador da dignidade e do comportamento; quando a cultura, enlouquecida pelas suas conquistas no campo da ciência de laboratório, proclamava a desnecessidade de qualquer preocupação com Deus e com a alma, face à fragilidade com que se apresentavam no proscênio do mundo; quando a filosofia divagava pelas múltiplas escolas do pensamento, cada qual mais arrebatadora e irresponsável, inculcando-se como portadora da verdade que liberta o ser humano de todos os atavismos e limitações; quando a arte rompia as ligações com o clássico, o romântico e a beleza convencional, para expressar-se em formulações modernistas, impressionistas, abstracionistas, traduzindo, ora a angústia da sua geração remanescente dos atavismos e limitações do passado, ora a ansiedade por diferentes paradigmas de afirmação da realidade; quando se tornavam necessários diversos comportamentos sociais e políticos para amenizar a desgraça moral e econômica que avassalava a Humanidade; quando a religião perdia o controle sobre as consciências e tentava rearticular-se para prosseguir com os métodos medievais ultramontanos e insuportáveis; quando as luzes e as sombras se alternavam na civilização, surgiu o Espiritismo com a sua razão de ser para promover o homem e a mulher, a vida e a imortalidade, o amor e o bem a níveis dantes jamais alcançados.
Realizando uma revolução silenciosa como poucas jamais ocorridas na História, tornou-se poderosa alavanca para o soerguimento do ser humano, retirando-o do caos do materialismo a que se arrojara ou fora atirado sem a menor consideração, para que adquirisse a dignidade ética e cultural, fundamentada na identificação dos valores morais, indispensável para a identificação dos objetivos essenciais e insuperáveis da paz interna e da consciência de si mesmo durante o trânsito corporal.
Logo depois, no Collège de France, proclamando ser Jesus um homem incomparável, no seu memorável discurso, o acadêmico e imortal Ernesto Renan confirmava, a seu turno, embora sem qualquer contato com a Doutrina nascente, a humanidade do Rabi galileu, rompendo a tradição dogmática do Homem Deus ou do ancestral Deus feito homem.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores!!!

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Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.
Todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias.
Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Na Escola

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A Terra é uma grande e abençoada escola, em cujas classes e cursos nos matriculamos, solicitando – quando já possuímos a graça do conhecimento – As lições necessárias à nossa sublimação.
Todas as matérias que constituem o patrimônio do educandário, se aproveitadas por nossa alma, podem conduzir-nos aos resultados que nos propomos atingir.
Não existe, porém, ensinamento gratuito para a comunidade dos aprendizes.
Cada aquisição tem o preço que lhe corresponde.
A provação da riqueza é sedutora, mas repleta de perigos cruéis.
A passagem na pobreza é simples e enternecedora; contudo, oferece tentação permanente ao extremo desespero.
O estágio na beleza física é fascinante; entretanto, mostra escuros abismos ao coração desavisado.
A demora no poder é expressiva; todavia, atrai dificuldades infernais, que podem comprometer-nos o futuro.

Recomecemos

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Sucedem-se os anos com matemática precisão, mas os dias são sempre novos.
Dispondo, assim, de trezentas e sessenta e cinco ocasiões de aprendizado e recomeço, anualmente, quantas oportunidades de renovação moral encontraremos, no abençoado período de uma existência?
Conservemos do nosso passado o que for bom e justo, belo e nobre. Mas não guardemos os detritos e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento.
Não coloquemos em ombros alheios a realização de ações que expressem fraternidade real. Tomemos a iniciativa e façamos o melhor ao nosso alcance.
Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento.
Se possível, não deixemos para depois os laços de amor e paz que podemos criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto.
Não é fácil quebrar antigos princípios do mundo ou desenovelar o coração, a favor daqueles que nos ferem.
Entretanto, o melhor antídoto contra os tóxicos da aversão é a nossa boa vontade, a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem.
Enquanto nos demoramos na fortaleza defensiva, o adversário pensa em enriquecer as munições com que nos possa agredir.
Se nos apresentamos desassombrados e serenos, mostrando novas disposições na luta, a ideia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação da guerra.
Alguém nos magoa? Reiniciemos o esforço da boa compreensão.
Alguém não nos entende? Perseveremos em demonstrar as intenções mais nobres.
Revivamos, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Apoio no Lar

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Com relação ao suicídio indireto, conhecemos de perto os companheiros que enveredam no excesso de drogas psicoativas.
Não se acham eles circunscritos aos resultados do abuso de substâncias químicas psicoalteradoras que os marginalizam em sofrimentos desnecessários.
Se atravessam as barreiras da desencarnação em semelhante desequilíbrio, conservam no corpo espiritual os estigmas da prática indébita que os levou à degeneração dos seus próprios centros de força.
E podemos afirmar que não atingem o Mais Além na condição de trabalhadores que alcançaram o fim do dia, agradecendo a pausa de descanso e sim na posição de trânsfugas de sanatórios em que lhes cabia assistência mais longa.

domingo, 22 de abril de 2018

O Espiritismo pergunta?

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Meu irmão, não te permitas impressionar apenas com as alterações que convulsionam hoje todas as frentes de trabalho e descobrimentos na Terra.
Olha para dentro de ti mesmo e mentaliza o futuro .
O teu corpo físico define a atualidade do teu corpo espiritual.
Já viveste, quanto nós mesmos, vidas incontáveis e trazes, no bojo do espírito, as conquistas alcançadas em longo percurso de experiências na ronda de milênios.
Tua mente já possui, nas criptas da memória, recursos enciclopédicos da cultura de todos os grandes centros do Planeta.
Teu perispírito já se revestiu com porções da matéria de todos os continentes.
Tuas irradiações, através das roupas que te serviram, já marcaram todos os salões da a ristocracia e todos os círculos de penúria do plano terrestre.

quarta-feira, 14 de março de 2018

A Lei do retorno é infalível

Resultado de imagem para A Lei do Retorno é InfalívelPode demorar, mas sempre receberemos na medida exata do que oferecemos. Nada mais, nada menos do que isso.

Não raro, costumamos achar que vimos sendo tratados injustamente ou de forma desagradável pelas pessoas que nos rodeiam. É como se estivéssemos recebendo muito menos do que verdadeiramente queremos ou pensamos que merecemos. Assim, passamos a colocar a culpa do que nos ocorre tão somente nas pessoas e no mundo lá fora, o que nos impede de nos enxergarmos como sujeitos de nossas histórias, uma vez que, nessa ótica, seríamos meros joguetes nas mãos dos outros.
E, assim, vamos passando os dias lamentando as supostas injustiças que nos vão sendo impostas, recheando nossas amarguras com os tratamentos que julgamos descabidos por parte das pessoas que convivem conosco, sentindo-nos mal amados, mal interpretados, mal vistos e desvalorizados. Afinal, ninguém parece nos entender ou perceber os potenciais que possuímos, como se estivéssemos sendo subutilizados em todos os setores de nossas vidas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Conversando com os Espíritos

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Uma das práticas do Espiritismo mais empregadas é o diálogo com os espíritos. Ela decorre do intercâmbio com o mundo espiritual. Embora no Velho Testamento encontremos afirmações, proibindo o diálogo com os espíritos, no Novo Testamento nada há que o descredencie. Ao contrário, o próprio Jesus nos deu o exemplo, ao dialogar com os espíritos Elias e Moisés, no Monte Tabor. Se Ele agiu assim, é porque o diálogo com os chamados ‘mortos’ nada tem de anormal; é facultado ao homem e tem sua utilidade. Não acreditamos que Jesus iria cometer um simulacro; também não há nenhuma passagem no Evangelho em que o Mestre tenha reprovado o diálogo com os desencarnados.
Nós, espíritas, não achamos que conversar com os espíritos é um desrespeito a eles. Ao contrário, esta prática, quando conduzida de maneira respeitosa e disciplinada, termina sendo um momento alegre e de recordações gratificantes.
Ao se comunicar conosco, os espíritos demonstram que estão ‘vivos’ e dão o testemunho da continuidade da vida. Podemos dizer que é uma vitória da vida sobre a morte, esta que é tão temida entre os incrédulos ou entre os que têm a fé vacilante. Para desvendar este mistério, é importante observar o que diz o Espiritismo.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

A Oração Coletiva

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No excepcional livro “Nosso Lar”, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier, temos no capítulo 3 um apontamento muito interessante, pelo que devemos despender grande tempo de meditação sobre o assunto: A Oração Coletiva.
André Luiz nos narra o cenário no momento dessa oração, onde é dirigida pelo Governador da Colônia. Envolvendo-nos com o texto, imaginamos grande número de irmãos da Colônia se dirigirem para aquele momento sublime, sendo que todos os demais acompanham em suas residências e instituições através da audição e visão a distância.
Observemos bem a orientação dada para André Luiz: “Todas as residências e instituições de Nosso Lar estão orando com o Governador, …”. O esclarecimento é claro, e destacamos este comentário por fazer toda diferença neste capítulo, pois poderiam ser apenas algumas ou quase todas, o que não seria a mesma coisa.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O Trabalho – uma bênção de Deus


Quando Kardec pergunta aos Espíritos o que é trabalho, a resposta do Plano Espiritual é contundente: Trabalho é toda ocupação útil (“O Livro dos Espíritos”, q. 675). Para entendermos esta resposta, temos que admitir o trabalho como sendo uma lei divina.
Jesus, quando encarnado entre nós, disse-nos: “Meu Pai trabalha incessantemente, e eu trabalho também.” – João, capítulo 5, v. 17. Nesta expressão, o Mestre, de certo modo, consagra o trabalho como uma lei.
É com base neste conceito de utilidade que vislumbramos o trabalho como algo necessário à vida; a vida no seu sentido mais amplo, uma vez que não podemos deixar de considerá-la em outros mundos.
Há quem ache o trabalho um castigo de Deus, diante do incidente envolvendo as figuras mitológicas de Adão e Eva, no jardim do Éden. “Do suor do teu rosto comerás o teu pão…” (Genesis, cap. 3:19). Para nós, espíritas, o trabalho, longe de ser um castigo, é antes de tudo uma oportunidade de progresso. Sem o trabalho, nós estaríamos condenados eternamente à estagnação. Não evoluiríamos.
Graças ao trabalho, o homem tem modificado o mundo. As cidades, com seus grandes edifícios, são resultados do trabalho. A face do Planeta muda a todo instante, devido à ação persistente do homem, na busca de melhores condições de vida. É esta a parte visível da transformação que não cessa e, ao que tudo indica, parece não ter fim.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A Grande Mentira

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Debalde respeite todas as crenças, não posso deixar de expressar a certeza que guardo acerca da continuidade da vida, nas múltiplas esferas e dimensões do Universo.
Às vezes, fico a imaginar quantas pessoas já deverão ter passado, continuam passando ou ainda irão passar por experiências pessoais que transcendem a matéria em nosso meio, obtendo a bênção da possibilidade de despertar para a realidade espiritual que nos circunda a existência…
Possibilidade, pois, muitos, mesmo com provas incontestes presentes, costumam inventar as mais banais desculpas para refutarem a análise do raciocínio lógico.
Aqui, faço alusão a uma plêiade de dotes mediúnicos que todos nós temos (variando de grau e intensidade de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo).
Por outro lado, de fato, estamos há milênios acostumados a vivenciar uma fé cega e sectária, e as mudanças que acontecem neste ínterim não são bruscas, como observamos na História.

Brilhe a vossa Luz!



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Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte… Assim, resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está nos céus. – Mateus, cap. 5, vv. 14 e16.
A luz simboliza o conhecimento, a revelação, as descobertas, em oposição às trevas, que representam a ignorância, a inferioridade e o atraso. Onde haja luz, as trevas não ocupam lugar. Jesus reforça esta tese, ao nos dizer: “A luz ainda está convosco por um pouco de tempo; andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai”. – Lucas, cap. 12, v.35.
O  Mestre  se  declara  como  sendo  a própria luz, o modelo de homem de bem (“O Livro dos Espíritos”, q. 625), a que todos nós devemos imitar e seguir. Suas lições, contidas no Evangelho, são gotas de luz que enobrecem e elevam a alma para Deus.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Homenageando “O Livro dos Médiuns”

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Em janeiro de 1861, há exatamente 150 anos, foi lançada em Paris, pelo Prof. H. L. D. Rivail (Allan Kardec), mais uma de suas obras, que compõem a codificação do Espiritismo: O Livro dos Médiuns. É um livro valioso, que deve ser estudado e colocado, em primeiro lugar, no estudo da mediunidade.
Kardec entendeu rapidamente, em suas pesquisas e experiências, que o intercâmbio com os Espíritos não é uma tarefa simples; ao contrário, exige preparo e qualificação das pessoas envolvidas no processo de comunicação.
Entendeu também que não basta a uma pessoa ter mediunidade; é preciso que ela saiba utilizá-la corretamente, a fim de que não lhe aconteça o que ocorreu com o servidor infiel da parábola dos talentos, que enterrou o seu talento na areia, temeroso de não corresponder aos desígnios do Senhor.
O dom da mediunidade é um presente de Deus para todos nós. Entretanto, a maioria dos que o possui, infelizmente negligencia, e termina não fazendo dele um instrumento voltado para o bem comum.
Quando lemos o capítulo I da referida obra, vemos que Kardec analisa a questão da existência do Espírito, e prova que, de fato, ele é uma realidade, uma força importante da natureza, influenciando o ser humano mais do que ele supõe (L. E. questão 459), e que, sem sua existência, muitos fenômenos permaneceriam sem explicações.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O Efeito do Passe em Crianças

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Mateus, 19 – 13, 14, 15. Então lhe trouxeram algumas crianças para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreenderam. Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus. E, depois de lhes impor as mãos, partiu dali.
Interessante como, já ao tempo de Jesus, muitos sabiam da necessidade das crianças serem tocadas, receberem o influxo magnético de uma fonte de energias revigorantes.
Impressiona que, juntamente com isso, àquela época também havia a tentativa de impedimento, o querer estabelecer-se regras ou proibições.
Ao que se percebe no texto evangélico, as crianças não estavam, necessariamente, portando enfermidades; simplesmente elas foram trazidas até Ele e, colocadas ao seu redor, foi solicitado ao Mestre que impusesse suas mãos sobre elas.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Humildade e Orgulho

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O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos.  E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca:  as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida:  a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento.  Nada mais possuindo senão isso chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas.  Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.
O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição.  Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer.  Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Um Espírita no Umbral

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Um homem de 55 anos, espírita, sofreu um acidente e morreu de repente. Ele se viu saindo do corpo e chegando a um lugar escuro, feio, tétrico, com energias muito negativas.
Assim que começou a caminhar por aquele vale sombrio, viu três espíritos vestidos com capa preta caminhando em sua direção. Assim que chegaram, o homem perguntou:
– Que lugar é esse?
– Aqui é o que vocês espíritas chamam de umbral – disse um dos espíritos. O homem ficou chocado com aquela informação. Mal podia acreditar que estava no umbral. Considerou que talvez estivesse ali para participar de alguma atividade socorrista aos espíritos sofredores. O espírito negativo, que lia seus pensamentos, respondeu que não. Ele estava ali porque o umbral era a zona cósmica que mais guardava sintonia com suas energias.
– Mas isso é impossível!!! – disse o espírita em desespero. – Não posso estar no Umbral. Deve haver algum erro… Em primeiro lugar eu sou espírita, faço parte dessa religião maravilhosa que é considerada o consolador prometido por Jesus. Realizo também projetos sociais de doação de sopa aos pobres. Ministro o passo magnético duas vezes por semana a uma multidão de pessoas lá no centro. Também ajudo financeiramente instituições de caridade muito necessitadas, além de dar palestras no centro para os iniciantes no Espiritismo. Definitivamente há algo errado…

sábado, 28 de janeiro de 2017

Crenças Inflexíveis

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“Quero pois que os homens orem em todo lugar levantando mãos santas sem ira nem contendas”. Timóteo 1;8
A palavra tentação vem do latim tentatio, onis  que  etimologicamente significa instigar, induzir, influenciar.
Somos criaturas facilmente influenciáveis e a prova inconteste é o crescente número de ocorrências positivas e negativas que nos envolvemos num período relativamente curto no espaço-tempo.
Até o presente momento as vozes do mundo espiritual vem realizando um esforço hercúleo a fim de que despertemos para a verdadeira vida, que é a vida espiritual, porém, o sono da ilusão ainda mantém-nos  induzidos às manobras lentas e desprovidas de iluminação interior.
Mergulhados num sono profundo e alheios a nossa responsabilidade com a vida espiritual iniciamos os primeiros movimentos para o despertar do espírito, todavia, a tentação de permanecermos na ilusão ainda nos ensombrece a razão.
O gosto pelo domínio das ideias e instituições, pelo poder, pelos prazeres efêmeros, fazem com que permaneçamos em estado de hipnose e inutilidade.